Coluna de Tiago Monteiro: "Não existe razão para trocar de equipa"
As corridas na Hungria e Turquia foram completamente diferentes. Na Hungria, tudo estava a correr bem até começar a chover. Normalmente essas circunstâncias são boas para nós, pois dão-nos uma boa oportunidade de pontuar. Mas as coisas não resultaram. Os pneus não estavam muito bem sob chuva. Foi melhor quando a pista secou, mas chegámos em 9º logo após os pontos.
Houve algum tempo livre entre as duas corridas, portanto, pude desfrutar a pausa com alguns dos meus amigos no sul de França. Foi bom e relaxante. Depois disso, tive que me deslocar a Portugal para alguns eventos públicos com patrocinadores, antes de ir para a Turquia. Lá, estava muito calor, mas é uma pista fantástica. O circuito tem tudo. Decidimos ir com o composto mais duro da Bridgestone. Concentrámos todas as nossas forças na corrida. Mas no início embati com o Sato, foi muito frustrante. Trabalhamos muito com a equipa durante todo o fim-de-semana por um bom resultado e de seguida tudo acaba, após uma curva. Mas isso faz parte deste desporto. A próxima corrida em Monza não será fácil. O carro não está feito para pistas de baixa força aerodinâmica. Talvez consigamos uma optimização do motor. Isso seria bom.
Em qualificação, raramente existem problemas com as pessoas a conduzirem no nosso caminho. Falamos muito disso na reunião de pilotos. Se estivermos na nossa volta de entrada ou saída, temos que sair da frente. Mas assim que estamos na pista, algumas pessoas parecem esquecer-se disso. Tive alguns problemas com o Coulthard. Falámos disso e ele pediu desculpa. Claro que não o fez propositadamente. Ninguém deve esquecer o que se acordou. Os pilotos das equipas mais rápidas parecem esquecer-se que nós também estamos a fazer a nossa corrida. Eles pensam que lhes vou custar tempo quando estão atrás de mim na sua volta mais rápida, portanto, tentam permanecer à minha frente na volta de entrada. Isso não faz sentido. Assim que termino a minha volta mais rápida, dou-lhes todo o espaço necessário.
Já estamos a trabalhar no carro do próximo ano, juntamente com os meus engenheiros. Parece bem. Não tenho razão para trocar de equipa. No que toca a isto, está tudo sob controlo. Os meus contratos estão a ser finalizados. Para mim, não existe razão alguma para mudar de equipas. É bom continuar com as mesmas pessoas. Penso que o meu companheiro de equipa Christijan Albers também ficará, o que será bom. Conhecemo-nos um ao outro, disputámos um com o outro durante todo o ano e faremos o mesmo em 2007. É o que a equipa quer. Tanto Alex Schaider como os possíveis novos donos querem o mesmo tipo de equipa. O meu manager esteve em conversações com ambas as partes.
in F1racing.net


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