GP da China - Comentário
Decididamente este não era um Grande Prémio muito favorável à Ferrari e a Schumacher. Não só pelas condições atmosféricas e pelo comportamente evidenciado pelos pneumáticos da Bridgestone em situação de pista molhada, como também pelo passado recente, em que nos dois anos anteriores em que esta prova teve lugar, Schumacher terminou em 12º numa delas (2004) e abandonou na outra (2005).
No entanto, na Fórmula 1 o inesperado pode sempre acontecer. E quando se trata de Michael Schumacher, o termo 'inesperado' ganha mais força. Foi o que aconteceu este fim de semana. Depois de na qualificação ter ficado bem patente uma superioridade por parte da Renault, a verdade é que essa superioridade esteve longe de ser absoluta na corrida.

A prova iniciou-se com a pista molhada, mas na ausência de precipitação. Ambos os pilotos da Renault largaram bem, com Alonso a manter-se na frente de Fisichella, enquanto o italiano se defendia dos ataques iniciais dos Honda. Por seu lado, Kimi Raikkonen partindo da 3ª fila da grelha, conseguiu de imediato passar Barrichello e exercer pressão sobre Button. O inglês não ofereceu grande resistência, sendo ultrapassado no final da primeira volta.
Ao fim de uma volta Alonso mantinha-se na frente, seguido de Fischella, Raikkonen, Button, Barrichello e Michael Schumacher.

Alonso mantinha um ritmo imparável nas primeiras voltas. Quando finalmente Schumacher começou a reagir, fruto da subida de rendimento dos pneus Bridgestone com a pista mais seca, a desvantagem para Alonso já era de cerca de 22 segundos. Por esta altura, o alemão consegue finalmente ver-se livre de Barrichello.
Entretanto, a luta pela segunda posição entre Fisichella e Raikkonen estava ao rubro, com o piloto da McLaren-Mercedes a levar vantagem na 14ª volta. Nesta altura, o finlandês era o mais rápido em pista e estabelece a melhor volta da corrida até esse momento.

Nas voltas seguintes, é a vez de Schumacher ultrapassar Button e de Raikkonen ver o motor Mercedes falhar na 19ª volta, originando o abandono prematuro e o primeiro desta corrida.
Assim sendo, Michael Schumacher subiu à 3ª posição, aproximando-se de Fisichella. O alemão parou na vigésima primeira volta, e Alonso e Fisichella registaram os seus melhores tempos.
Alonso para na volta vinte e dois e mantém-se na frente de Schumacher.

Na 24ª volta foi a vez de Kubica parar. O polaco foi o primeiro piloto a arriscar a colocação de pneus para piso seco. Não se veio a revelar boa opção pois o carro fugia em todos os pontos da pista, chegando mesmo a fazer algumas incursões pelas escapatórias do circuito. Desta forma, Kubica não teve outra hipótese senão recolocar pneus intermédios.
Por esta altura, Alonso debatia-se com problemas a nível de aderência, e na volta vinto e oito já estava apenas com uma vantagem de 0,5s sobre Fisichella e M. Schumacher. Não demorou muito até que o italiano e o alemão passassem o espanhol.

Tudo corria mal para a Renault e na segunda paragem de Alonso para montar pneus para piso seco, dificuldades na montagem do pneu traseiro direito fazem o espanhol perder muito tempo para Schumacher.
Com a pista a secar é a vez de Alonso recuperar terreno. Apercebendo-se disto a Ferrari manda parar Schumacher. Fisichella pára logo na volta a seguir. À saída das boxes, falha a trajectória na primeira curva e entrega a liderança a Schumacher.

Fernando Alonso não baixava os braços e ganhava cerca de 1s por volta a Schumacher. Alcança o seu colega de equipa Giancarlo Fisichella, que o deixa passar devido a ordens da equipa.
As três posições do pódio mantiveram-se, assim, inalteradas até ao final.
Pelo contrário, nas restantes posições que davam pontos, a luta mantinha-se acesa até à penúltima curva, onde Button conseguiu subir até à 4ª posição, tendo ultrapassado Nick Heidfeld, que ficou retido atrás de um Super Aguri. O BMW do alemão acabou por descer até à 7ª posição, atrás de De la Rosa e Barrichello, uma vez que foi atingido em cheio pelo Honda do piloto brasileiro que falhou completamente a travagem na curva 14. Mark Webber fez a Williams voltar aos pontos após um jejum de 11 Grandes Prémios, terminando na 8ª posição.

Quanto a Tiago Monteiro, o piloto português estava a realizar uma das melhores corridas da temporada, revelando um andamento muito superior ao de Albers. Contudo, um erro após a troca para pneus de seco fez o monolugar efectuar um pião e Tiago Monteiro foi incapaz de evitar o 'calar' do motor Toyota. Foi o 6º abandono da temporada.



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