Tiago Monteiro - Rookie do Ano de 2005 na Fórmula1!
Como primeiro post deste blog recém-criado, e dada a natureza do tema que pretende abranger (o "circo" da Fórmula 1), nada melhor que referir um assunto que nos enche de orgulho a nós portugueses em geral e aos amantes do automobilismo em particular. Trata-se, pois, do título de Rookie do Ano da F1 atribuído ao nosso compatriota Tiago Monteiro. Embora se possa pensar que este título se tenha ficado a dever sobretudo ao facto de ter terminado 18 provas em 19 possíveis (o que diz muito da fiabilidade da máquina e da consistência do piloto) e ao pódio em Indianápolis, palco do GP dos EUA, considero que o ponto conseguido na corrida em Spa-Francochamps (Bélgica) e nas condições em que foi alcançado terá sido mais relevante para o efeito.
O nome do Tiago já corria pelo paddock da F1 mesmo antes do GP dos EUA, sendo que este evento só serviu para aumentar esse burburinho. A corrida foi fora do vulgar é certo, mas se os mais atentos de recordam, aquilo que o Tiago sempre prometeu foi que sempre que surgissem as oportunidades ele tentaria estar lá para as agarrar. Foi precisamente isto que sucedeu. Os pilotos, cujos monolugares estavam equipados com pneus Michelin, optaram por não participar alegando razões de falta de segurança relacionadas com os ditos pneumáticos. É justo...Tal como também é justo o Tiago competir com os que escolheram ficar e alcançar 3º lugar que lhe deu acesso ao pódio.
Para mim pessoalmente, foi o ponto mais alto como espectador e amante deste desporto. Senti que estava lá um pedacinho de todos os que torcem pelo Tiago e que aquele pódio era de Portugal. Se calhar porque nós os portugueses somos assim, pomos paixão em tudo o que fazemos.
Contrastando com este facto, temos o abandono no GP do Brasil. Um fim de semana onde foi conseguido outro recorde por parte do Tiago - a melhor qualificação de sempre de um piloto português para uma corrida de F1 - mas onde ele abandonou pela única vez esta época. Faltavam 15 voltas para o final, quando uma peça que compõe o sistema hidráulico, que segundo ele custa entre 5 a 10€, se partiu, tornando a direcção mais pesada e impossível de manobrar.
"Aconteceu por causa de uma pequena peça, que tenho em casa, que custa cerca de cinco ou dez euros. Acho que posso dizer que não bati um recorde por um preço mínimo de cinco euros."
in http://www.f1portugal.com/ftopict-2590.html
Penso que terá sido este um dos poucos momentos menos bons da campanha do Tiago durante esta temporada. Senão veja-se a forma contundente com que ele bateu o seu companheiro de equipa, o indiano Narain Karthikeyan, que já conhece desde os tempos da World Series by Nissan em que eram oponentes. O Tiago não só terminou mais corridas que o Narain como também ficou mais vezes à frente dele, registando um total de 12-7 com vantagem para o português. Bateu quase constantemente o seu companheiro, bem como os pilotos da Minardi, Albers, Frisacher e, mais recentemente, Doornbos que se mudou da Jordan para a escuderia italiana a meio da época para substituir o Frisacher que foi incapaz de continuar a sustentar o seu "vício" (leia-se pagar o lugar na equipa). Dentro deste mini-campeonato, tendo em conta as capacidades do Jordan Toyota EJ15A e, posteriormente, EJ15B, o Tiago foi claramente o vencedor. Fez tudo aquilo a que se propôs tendo em conta o carro que tinha nas mãos. Por algumas vezes o vimos com dificuldades, chegando mesmo a fazer paragens extra nas boxes quando já tinha a corrida controlada, naquela altura em que tudo o que vier por acréscimo é bem vindo, e mesmo assim nunca desistiu, levando o monolugar até a bandeirada de xadrez.
Deixou muitos 'aaaah's...' de espanto entre todos os que participam neste espectáculo, bem como entre antigas glórias da prova rainha do automobilismo, como seja o carismático Emerson Fittipaldi que desde cedo acompanha a carreira do Tiago e que chegou mesmo a ser patrão do português nos tempos em que este estava na Champ Car World Series (ver http://www.champcarworldseries.com/Drivers/Driver.asp?ID=313).
Esperemos que tudo isto, que de forma alguma foi pouco, tenha chegado para que continuem a acreditar no potencial do Tiago Monteiro e ele possa assegurar quanto antes a continuidade na F1. Isto será objecto de novos post's.
Até lá, força Tiago!
[]
O nome do Tiago já corria pelo paddock da F1 mesmo antes do GP dos EUA, sendo que este evento só serviu para aumentar esse burburinho. A corrida foi fora do vulgar é certo, mas se os mais atentos de recordam, aquilo que o Tiago sempre prometeu foi que sempre que surgissem as oportunidades ele tentaria estar lá para as agarrar. Foi precisamente isto que sucedeu. Os pilotos, cujos monolugares estavam equipados com pneus Michelin, optaram por não participar alegando razões de falta de segurança relacionadas com os ditos pneumáticos. É justo...Tal como também é justo o Tiago competir com os que escolheram ficar e alcançar 3º lugar que lhe deu acesso ao pódio.
Para mim pessoalmente, foi o ponto mais alto como espectador e amante deste desporto. Senti que estava lá um pedacinho de todos os que torcem pelo Tiago e que aquele pódio era de Portugal. Se calhar porque nós os portugueses somos assim, pomos paixão em tudo o que fazemos.
Contrastando com este facto, temos o abandono no GP do Brasil. Um fim de semana onde foi conseguido outro recorde por parte do Tiago - a melhor qualificação de sempre de um piloto português para uma corrida de F1 - mas onde ele abandonou pela única vez esta época. Faltavam 15 voltas para o final, quando uma peça que compõe o sistema hidráulico, que segundo ele custa entre 5 a 10€, se partiu, tornando a direcção mais pesada e impossível de manobrar.
"Aconteceu por causa de uma pequena peça, que tenho em casa, que custa cerca de cinco ou dez euros. Acho que posso dizer que não bati um recorde por um preço mínimo de cinco euros."
in http://www.f1portugal.com/ftopict-2590.html
Penso que terá sido este um dos poucos momentos menos bons da campanha do Tiago durante esta temporada. Senão veja-se a forma contundente com que ele bateu o seu companheiro de equipa, o indiano Narain Karthikeyan, que já conhece desde os tempos da World Series by Nissan em que eram oponentes. O Tiago não só terminou mais corridas que o Narain como também ficou mais vezes à frente dele, registando um total de 12-7 com vantagem para o português. Bateu quase constantemente o seu companheiro, bem como os pilotos da Minardi, Albers, Frisacher e, mais recentemente, Doornbos que se mudou da Jordan para a escuderia italiana a meio da época para substituir o Frisacher que foi incapaz de continuar a sustentar o seu "vício" (leia-se pagar o lugar na equipa). Dentro deste mini-campeonato, tendo em conta as capacidades do Jordan Toyota EJ15A e, posteriormente, EJ15B, o Tiago foi claramente o vencedor. Fez tudo aquilo a que se propôs tendo em conta o carro que tinha nas mãos. Por algumas vezes o vimos com dificuldades, chegando mesmo a fazer paragens extra nas boxes quando já tinha a corrida controlada, naquela altura em que tudo o que vier por acréscimo é bem vindo, e mesmo assim nunca desistiu, levando o monolugar até a bandeirada de xadrez.
Deixou muitos 'aaaah's...' de espanto entre todos os que participam neste espectáculo, bem como entre antigas glórias da prova rainha do automobilismo, como seja o carismático Emerson Fittipaldi que desde cedo acompanha a carreira do Tiago e que chegou mesmo a ser patrão do português nos tempos em que este estava na Champ Car World Series (ver http://www.champcarworldseries.com/Drivers/Driver.asp?ID=313).
Esperemos que tudo isto, que de forma alguma foi pouco, tenha chegado para que continuem a acreditar no potencial do Tiago Monteiro e ele possa assegurar quanto antes a continuidade na F1. Isto será objecto de novos post's.
Até lá, força Tiago!
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